Thinking again...

terça-feira, 27 de março de 2007

Eu prefiro ser...


Labirinticamente falando, acho que hoje me perdi aqui dentro de mim... Às vezes isso costuma acontecer mesmo...Acho que com todo mundo. Mas tem vezes em que acontece de forma mais intensa, e chega a ser até engraçado.
Ao longo do dia, parece que convives com outra pessoa dentro de você, alguma coisa chamada Ego (ou Id...ou quem sabe Superego...Bahhh, Freud agora não, deixa pra depois!), que vai contra tudo aquilo que você está pensando ou fazendo, só por teimosia ou por prazer. Parece o demônio e o anjinho brigando dentro de você ao longo do dia, na hora do almoço, durante o trabalho, dentro do ônibus! Mas que coisa!!! Sua cabeça e seu coração parecem um ringue de boxe, onde você mesmo é aquele juiz que na hora em que tenta separar a briga leva porrada no meio da cara. E é uma luta de você com você, o que se torna uma tremenda covardia, um caso de vitória e derrota simultâneas.
Essa maluquice toda, no começo acontece de forma consciente, depois inconsciente, mas o comando STOP é impossível de ser dado. A palhaçada só pára por conta própria...
O dia todo, todas as suas convicções, suas crenças, seus achismos e suas certezas são postos por terra e ressuscitados depois de cinco minutos. Uma coisa horripilante, mas extremamente cômica. Primeiro você acha que é. Depois que não é. Cinco segundos depois, pode ser que talvez... E começa tudo novamente. Primeiro existe, depois não existe e nunca existiu, e assim sucessivamente. Quem nunca teve essa sensação não vai saber nunca do que eu estou falando... Mas em todo caso...
Há momentos em que costumo chamar todo esse conflito de DÚVIDA. Mas hoje foi, como constantemente tem sido, muito mais que isso. È na verdade uma revisão involuntária e não pedida de ideais, de idéias, de sentimentos e certezas... Que acabei descobrindo no final do dia que não eram tão certas assim...
Muito bom isso! Você percebe que não é tão estável quanto pensava! Que tudo não É tanto quanto PARECIA SER. O diabo não é tão feio quanto pintaram. O jiló não é tão ruim assim, ora bolas! Até que no meio do caos alguma coisa útil pode se formar. E por sinal, alguma coisa muito interessante... Alguma coisa que te mostra que certas dores metamorfósicas são doloridas que só vendo, mas no fim a borboletinha em que se transforma vale à pena...
Às vezes a gente se perde dentro da gente tentando achar um certo caminho, e no fim encontra um outro lugar que nem imaginava que existia, mas que se descobre ser um canto muito mais feliz!
Por hoje, cessaram a perda e a busca, meu anjinho e meu capetinha deram as mãozinhas aqui dentro. Sei que amanhã de manhã provavelmente vai começar tudo de novo, e é bem possível que terei de mudar as coisas de lugar aqui dentro novamente... Mas é sempre bom conhecer novos ares... Mesmo que seja dentro de nós...

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo!
Se encontrar dentro de nós novamente, enxergar no monte de entulho que acumulamos uma nova ordem. Você sabia que bruxa vem de brouxo, que remete a expressão desabroxar, da borboleta? Alguém sempre em movimento, em metamorfose (salve Raul!), sempre pronto a mudar, seja olhando pra fora ou dentro de si. Situações voltam a ganhar sentido quando nos deixamos ver por outro ângulo, o rio que entramos nunca mais será o mesmo que entraremos da próxima vez...
"A voz do provocador", também está dentro de nós.