sábado, 10 de março de 2007

Sobre a espera, a esperança e o saber esperar.


A espera é um suplício. A esperança é um dom. O saber esperar é uma arte.
O saber esperar depende do grau de esperança que depositamos em determinada situação, algo totalmente relacionado à nossa capacidade de manter sob controle a ansiedade, e em “banho maria” o desespero.
A espera pode ser maior ou menor, variando de acordo com o grau de dificuldade em se alcançar determinado intento. E se por acaso a empreitada depender de fatores externos, então a espera pode se tornar algo sem fim. Porém, devemos sempre nos lembrar que o tempo cronológico e o tempo psicológico caminham em passos distintos. Logo, é melhor mantermos sempre o relógio psicológico em atraso... (Isso sim podemos chamar de “ilusionismo”!)
E a esperança? Bem, a esperança dura enquanto consideramos que a espera não foi demasiado longa, e enquanto nos mantemos firmes na prática cotidiana do saber esperar.
Mas, e quando a esperança se desgasta, a espera já é tortura e o saber esperar se torna coisa de quem tem tempo a perder?
O remédio...?
Boa pergunta... Talvez o remédio esteja próximo de algo como respirar fundo, fechar os olhos e entender que quando aparentemente não há mais nada a se fazer, quando já se esgotaram as possibilidades, a coisa mais “ativa” e racional que podemos fazer é continuar esperando...
Todavia, toda espera, longa ou curta, deve sempre estar carregada de ESPERANÇA. Mas esperança de verdade, aquela que alguns também costumam chamar de ou CONFIANÇA. Não importa se a fé é em Deus, em si próprio, no destino ou no que quer que seja. O importante é acreditar que o que se quer que seja HÁ DE SER... E, se mesmo depois de tanta espera não for... Definitivamente, é porque não ERA PRA SER. Até eu discordo disso em alguns momentos, mas isso às vezes pode servir de consolo...

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